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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Oxóssi (Òsóòsi) é o deus caçador, senhor da floresta e de todos os seres que nela habitam, orixá da fartura e da riqueza. Actualmente, o culto a Oxóssi está praticamente esquecido em África, mas é bastante difundido no Brasil, em cuba e em outras partes da América onde a cultura iorubá prevaleceu. Isso deve-se ao facto de a cidade de Kêtu, da qual era rei, ter sido destruída quase por completo em meados do século XVIII, e os seus habitantes, muitos consagrados a Oxossi, terem sido vendidos como escravos no Brasil e nas Antilhas. Esse facto possibilitou o renascimento de Kêtu, não como estado, mas como importante nação religiosa do Candomblé.
Oxóssi é o rei de Kêtu, segundo dizem, a origem da dinastia. A Oxóssi são conferidos os títulos de Alakétu, Rei, Senhor de Kêtu, e Oníìlé, o dono da Terra, pois em África cabia ao caçador descobrir o local ideal para instalar uma aldeia, tornando-se assim o primeiro ocupante do lugar, com autoridade sobre os futuros habitantes. É chamado de Olúaiyé ou Oni Aráaiyé, senhor da humanidade, que garante a fartura para os seus descendentes.

Na história da humanidade, Oxóssi cumpre um papel civilizador importante, pois na condição de caçador representa as formas mais arcaicas de sobrevivência humana, a própria busca incessante do homem por mecanismos que lhe possibilitem se sobressair no espaço da natureza e impor a sua marca no mundo desconhecido.

A colecta e a caça são formas primitivas de busca de alimento, são os domínios de Oxóssi, orixá que representa aquilo que há de mais antigo na existência humana: a luta pela sobrevivência. Oxóssi é o orixá da fartura e da alimentação, aquele que aprende a dominar os perigos da mata e vai em busca da caça para alimentar a tribo. Mais do que isso, Oxóssi representa o domínio da cultura (entendendo a flecha como utensílio cultural, visto que adquire significados sociais, mágicos, religiosos) sobre a natureza.

Astúcia, inteligência e cautela são os atributos de Oxóssi, pois, como revela a sua história, esse caçador possui uma única flecha, por tanto, não pode errar a presa, e jamais erra. Oxóssi é o melhor naquilo que faz, está permanentemente em busca da perfeição.

Em África, os caçadores que geralmente são os únicos na aldeia que possuem as armas, têm a função de salvar a tribo, são chamados de Oxô, que significa guardião. Oxóssi também foi u
m Òsó, mas foi um guardião especial, pois salvou seu povo do terrível pássaro das Iyá-Mi.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

UMBANDA

PARA PENSAR!

TEMOS TANTAS OPORTUNIDADES  DE AGIRMOS PARA O BEM DO PROXIMO. MAS NOS APEGAMOS A FALTA DE TEMPO QUE NÃO EXISTE O TEMPO É DEFINIDO POR QUEM O DOMINA, NADA SE PODE CONTRA  O SEU DONO, AS CONSEQUENCIAS DO QUE CATIVAMOS EM TODA NOSSA VIDA, NADA MAIS É DO QUE O RESULTADO DE TUDO QUE FIZEMOS, DIZEMOS, AGIMOS, NÃO IMPORTA  DEVEMOS TER A CONSCIENCIA DO BEM, DE QUE MAIS VALEM OS BENS QUE CRIAMOS COM O CORAÇÃO DO QUE AQUELES QUE PODEMOS TOCAR.
NÃO SOU HIPÓCRITA NEM SIQUER TINHA ESSA PRETENÇÃO COM MINHAS PALAVRAS, A UNICA COISA QUE QUERO EXPRESSAR É A FALTA DE COMPROMETIMENTO E COMPANHERISMO QUE TEMOS.
O AMOR QUE DEVERIA GUIAR A NOSSA VIDA, ESTA DECIDINDO A QUANTIDADE DE POLEGADAS A TV DEVE TER OU OS GIGAS DO "MP" SEI LÁ QUANTO,  A VALORIZAÇÃO DO DESCARTAVEL DESPREZA AS NECESSIDADES BÁSICAS, ABANDONAMOS NOSSO ESPIRITO NUMA VITRINE E LÁ ELE VAI SE ACUMULAR JUNTO COM TANTOS OUTROS COMO NUMA LOJA DE LPS NOS DIAS DE HOJE, POUCOS SÃO OS QUE SE IMPORTAM SE COMPARADA AOS QUE ABANDONAM.
A MENSAGEM QUE TENHO A DEIXAR É MUITO  SIMPLES...

- OLHE PARA QUEM ESTA AO SEU LADO, DEIXE UM POUCO DO SEU EGOCENTRIMOS DE LADO E VIVA COMO SE O DIA DE HOJE FOSSE  O ULTIMO,
AME, PERDOE, DESPERDICI SENTIMENTOS POSITIVOS, ESSA VIDA PASSA E O RANCOR? PARA QUE TANTA RAIVA SE NA PROXIMA PASSAGEM MAL SE SABE ONDE SE VAI ESTAR OU ONDE SE ESTEVE ANTES, FAÇA O MELHOR QUE O MELHOR VOCÊ TERÁ!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

UMBANDA SEM MEDO!

NOS ULTIMOS TEMPOS PERCEBI O QUANTO SOFRIA "PRECONCEITOS", NA FACULDADE, DOS AMIGOS, NO TRABALHO, EM CASA, NA TV... EU SOU FRANCA QUANDO DIGO QUE FUI POR MUITOS COLEGAS MOTIVOS DE CHACOTAS, PELO SIMPLESFATO DE MINHA RELIGIÃO NÃO SER IGUAL A DELES, ISSO NUNCA ME INCOMODOU, MAS PERCEBER OS OLHARES DE QUE DESAPROVAM OUVIR DAS PESSOAS QUE VOCÊ PREZA MILHÕES DE PIADINHAS SEMGRAÇA E CHEIAS DE DUPLO SENTIDO NÃO FOI FACIL NOS PRIMEIROS MESES DE UNIVERSIDADE, FUI MUITO ENTERESSANTE FAZER O TESTE, QUEM CONVERSAVA COMIGO ANTES E DEPOIS DE DESCOBRIR DE QUE RELIGIÃO EU ERA, NUNCA NEGUEI DE NIGUÉM E ME SINTO PREMIADA POR TER ACESSO AS CURAS E AOS CONCELHOS.
MINHA FAMILIA COMO PRIMEIRA REAÇÃO FUI DE APROXIMAÇÃO, MAS NÃO PERCEVERARAM E A PRIMEIRA ATIDUDE FUI MUITO SIMPLES, TENTAR ME AFASTAS, A MINHA FOI MAIS SIMPLES AINDA, BATI O PÉ DO CHÃO E MOSTREI A TODOS QUE EU NÃO SOU CRIANÇA OU UM OBJETO QUALQUER QUE SE POSSA TIRAR E POR NO LUGAR QUE BEM DESEJAR EU ESTAVA FELIZ ONDE ESTAVA E NÃO VIA RAZÃO NENHUMA EM SAIR.
A REAÇÃO DAS PESSOAS É A MESMA QUANDO SE FALA DE RELIGIÕES DE MATRISES AFRICANAS, O ESPANTO E O ROSTO DE QUEM NÃO CONHECE É O MESMO, ANTES A MINHA REAÇÃO ERA DE REVOLTA, DISCUTI COM MUITAS PESSOAS PELO SIMPLES FATO DE QUE MUITAS PESSOAS NÃO CONSIDERAM UMBANDA  RELIGIÃO, VIVEMOS NUMA GRANDE SOCIEDADE ONDE A IMPOSIÇÃO É BEM SIMPLES OU VOCÊ É CATOLICO OU EVANGELICO, FORA ISSO A RELIGIÃO É DE CUNHO DUVIDOSO!
NA UNIVERSIDADE DESCOBRI PESSOAS QUE COMPARTILHAM DO MESMO BEM QUERER QUE EU, NOS INDENTIFICAMOS E UMA BELA AMIZADE SURGIU.
ESSE TESTEMUNHO NÃO ACABA AQUI E AGORA INFELISMENTE AINDA TENHO MUITO A PLANTAR NO CAMINHO QUE ESCOLHI PERCORRER E MUITO MAIS NA BUSCA DE CONHECIMENTOS, PELA FÉ, CARIDADE.  
ME PERGUNTO O PORQUE DO ENCOMODO DAS PESSOAS EM ADMITIR QUE EXISTE MUITO MAIS NA TERRA DO QUE PODEMOS VER!
COMO PODEMOS FECHAR OS OLHOS DIANTE DAS BELEZAS, COMO SÃO EGOISTAS AS PESSOAS QUE PESSAM EXISTIR APENAS UMA UNICA MANEIRA DE AMAR A DEUS E SALVA-LO!

FINALIZO AQUI DESEJA AXE PARA OS LEITURES E DIZENDO:

"SOMOS TODOS IGUAIS MAS UM DIA TODOS SABEREMOS ONDE ESTÁ A RAZÃO'

FORÇA E LUZ A TODOS!!!!!
AXÉ

POR: AnC

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

YEMANJÁ



Yemanjá é o Trono feminino da Geração e seu campo preferencial de atuação é no amparo à maternidade.

Yemanjá é por demais conhecida e não nos alongaremos ao comentá-la.

O fato é que o Trono Essencial da Geração assentado na Coroa Divina projeta-se e faz surgir, na Umbanda, a linha da Geração, em cujo pólo magnético positivo está assentada a Orixá Natural Yemanjá, e em cujo pólo magnético negativo está assentado o Orixá Omulu.

Yemanjá, a nossa amada Mãe da Vida é a água que vivifica e o nosso amado pai Omulu é a terra que amolda os viventes. Como dedicamos um comentário extenso ao Orixá Omulu, vamos nos concentrar em Yemanjá.

Yemanjá rege sobre a geração e simboliza a maternidade, o amparo materno, a mãe propriamente. Ela se projeta e faz surgir sete pólos magnéticos ocupados por sete Yemanjás intermediarias, que são as regentes dos níveis vibratórios positivos e são as aplicadoras de seus aspectos, todos positivos, pois Yemanjá não possui aspectos negativos.

Estas sete Yemanjás são intermediárias e comandam incontáveis linhas de trabalho dentro da Umbanda. Suas Orixás intermediadoras estão espalhadas por todos os níveis vibratórios positivos, onde atuam como mães da "criação", sempre estimulando nos seres os sentimentos maternais ou paternais.

Todas atuam a nível multidimensional e projetam-se também para a dimensão humana, onde têm muitas de suas filhas estagiando. Todas têm suas hierarquias de Orixás Yemanjás intermediadoras, que regem hierarquias de espíritos religados às hierarquias naturais.


texto retirado de:http://guardioesdaluz.sites.uol.com.br/umbandamaeyemanja.htm
 
 

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

UMBANDA QUE TAL DE "IGUALDADE" É ESSA?

ME PERGUNTO DIVERSAS VEZES PORQUE TANTAS DIVISÕES? PORQUE TANTA DIFERENÇA?
TEMOS EXEMPLOS DE UNS E OUTROS QUE FINGEM SE IMPORTAR, EU NÃO CONSIGO ENTENDER O POR QUE DE TANTA EXCLUSÃO. AS RELIGIÕES DE MATRIZES AFRICANAS SÃO POSTAS EM ULTIMO LUGAR OU NEM SIQUER SÃO MENCIONADAS.
REDES SOCIAIS NÃO AS COLOCAM COMO OPÇÃO, PESQUISAS ESQUECEM QUE EXISTEM OPÇÕES ALÉM DE "PROTESTIANISMO" E "CATOLICISMO".
SOMOS RELIGIÃO NOSSA FORÇA É TÃO GRANDE QUANTO QUALQUER OUTRA, NOSSA FÉ TAMBÉM É MILAGROSA, NOSSOS GUIAS FAZEM PARTE, INDEPENDENTE DA VONTADE DE QUALQUER UM.
SOMOS MUITOS SE CONTADOS COM OS  QUE ESTÃO SEMPRE CONOSCO, NÃO SOMOS MELHORES POR SERMOS DIFERENTES, NEM PIORES POR TERMOS ESCOLHIDO OU POR SERMOS ESCOLHIDOS, SOMOS PARTE DA MESMA SOCIEDADE É PRECISO CONFIAR E SENTIR TUDO ACONTECE COM OU SEM O CONCENTIMENTO DE  SEJA LÁ QUEM FOR.
SOMOS FORÇA, LUTA, AXE E NADA VAI NOS FAZER CAIR.

O QUE TENHO A DIZER PARA OS QUE NÃO NOS CONHECEM... SEJAM BEM VINDO A NOS CONHECER.
AOS QUE QUEREM NOS CONHECER... SINTAM-SE EM CASA.

AOS QUE NÃO QUEREM... SIGAM SEU CAMINHO.

AOS QUE NOS ODEIAM... SINTO MUITO, NÃO VAMOS DEIXAR DE SER QUEM SOMOS.

AOS QUE JA SÃO DO NOSSO LADO... NÃO PERCAM A FÉ, VOCÊ PODE ATE TOMBAR, MAS CAIR VAI SER DIFICIL.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

OXOSSI


Oxossi, segundo a Crença Africana Lendas Africanas



Oxossi, cujo nome significa Caçador Noturno é, segundo a crença africana, "filho de Iemanjá com Orunmilá. É a divinização da floresta, reina sobre o verde, sobre os animais selvagens, dos quais é considerado o dono e dos quais tem todas as virtudes e qualidades. Oxossi é sagaz como o leopardo, forte como o leão, leve como um pássaro, silencioso como um tigre, observador como a coruja, sabe se esconder como um tatu, é vaidoso como o pavão, corre como os coelhos, sobe em árvores como o macaco, conhece os animais profundamente e com eles partilha o conhecimento da Natureza.

Oxossi é o deus da caça, ligado às matas, irmão mais novo de Ogum. Também faz parte dos Orixás masculinos do panteão africano cujos princípios também são feitos de ferro."
"(...) Sua função é a de protetor dos caçadores, que passam grande parte do tempo em contato com Ossain, a divindade das ervas terapêuticas e litúrgicas, aprendendo com ele parte de seu poder." (2)
"A cada ano, apósa colheita, o rei de Ijexá saudava a abundância de alimentos com uma festa, oferecendo à população inhame, milho e côco. O rei comemorava com sua família e seus súditos; só as feiticeiras não eram convidadas. Furiosas com a desconsideração, enviaram à festa um pássaro gigante que pousou no teto do palácio, encobrindo-o e impedindo que a cerimônia fosse realizada.
O rei mandou chamar os melhores caçadores da cidade. O primeiro tinha vinte flechas. Ele lançou todas elas, mas nenhuma acertou o grande pássaro. Então o rei aborreceu-se, mas mandou-o embora.
Um segundo caçador apresentou-se, este com quarenta flechas; o fato repetiu-se novamente e o rei mandou prendê-lo.
Bem próximo dali vivia um jovem que costumava caçar à noite, antes do sol nascer; ele usava apenas uma flecha vermelha. O rei mandou chamá-lo para dar fim ao pássaro. Sabendo da punição imposta aos outros caçadores, a mãe do jovem caçador, temendo pela vida do filho, consultou um babalaô e os obis mostraram que, se fosse feita uma oferenda para as feiticeiras, ele teria sucesso.
Na entrega da oferenda, o caçador deveria dizer três vezes: que o peito do pássaro receba esta oferenda! E assim o fez, acertando o pássaro bem no peito. O povo então gritava: Oxó Wussi! (Oxó é Popular!), passando a ser conhecido por Oxossi." (3)



Oferendas

As oferendas para Oxossi devem ser entregues em matas fechadas, altas, preferencialmente pouco exploradas pelos homens, enfeitadas com fitas verdes, vermelhas ou brancas. Na Umbanda, as oferendas para Oxossi consistem basicamente de velas verdes ou brancas, acompanhadas de flores brancas ou vermelhas, vinho moscatel, mate e água de côco com mel.
Devem ser depositadas sobre um tecido de algodão verde ou diretamente sobre a relva. Charutos também são bastante ofertados a Oxossi, especificamente aos caboclos.


(1) - Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada, Rubens Saraceni - Editora Madras, 2005;

(2) - Revista Espiritual de Umbanda, n.10 - Editora Escala;

(3) - Site "Mundo dos Orixás".


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

IEMANJA A MÃE DOS MARES

A Deusa Iemanjá rege a mudança rítmica de toda a vida por estar ligada diretamente ao elemento água. É Iemanjá que preside todos os rituais do nascimento e à volta as origens, que é a morte. Está ainda ligada ao movimento que caracteriza as mudanças, à expansão e o desenvolvimento.

É ela, como a Deusa Ártemis o arquétipo responsável pela identificação que as mulheres experimentam de si mesmas e que as definem individualmente.
Iemanjá quando dança, corta o ar com uma espada na mão. Esse corte é um ato psíquico que conduz a individualização, pois Iemanjá separa o que deve ser separado, deixando somente o que é necessário para que se apresente a individualidade.
Sua espada, portanto, é um símbolo de poder cortante que permite a discriminação ordenativa, mas que também pode levar ao seu abraço de sereia, à regressão e à morte.Iemanjá é por excelência, arquétipo da maternidade. Casada com Oxalá, gerou quase todos os outros orixás. É tão generosa quanto as águas que representa e cobrem uma boa parte do planeta.

Iemanjá é o útero de toda a vida, elevada à posição principal da figura materna no panteão de iorubá (Ymoja). Seu sincretismo com a Nossa Senhora e a Virgem Maria lhe conferem a supremacia hierárquica na função materna que representa. É a Deusa da compaixão, do perdão e do amor incondicional. Ela é "toda ouvidos" para escutar seus filhos e os acalenta no doce balanço de suas ondas. Ela representa as profundezas do inconsciente, o movimento rítmico, tudo que é cíclico e repetitivo. A força e a determinação são suas características básicas, assim como o seu gratuito sentimento de amizade.
Texto pesquisado e desenvolvido por

Rosane Volpatto

OXUM!

Conta-nos uma lenda, que Oxum queria muito aprender os segredos e mistérios da arte da adivinhação, para tanto, foi procurar Exú.
Exú, muito matreiro, falou à Oxum que lhe ensinaria os segredos da adivinhação, mas para tanto, ficaria Oxum sobre os domínios de Exú durante sete anos, passando, lavando e arrumando a casa do mesmo, em troca ele a ensinaria.
E, assim foi feito, durante sete anos Oxum foi aprendendo a arte da adivinhação que Exú lhe ensinará e consequentemente, cumprindo seu acordo de ajudar nos afazeres domésticos na casa de Exú. Findando os sete anos, Oxum e Exú, tinham se apegado bastante pela convivência em comum, e Oxum resolveu ficar em companhia desse Orixá.
Em um belo dia, Xangô que passava pelas propriedades de Exú, avistou aquela linda donzela que penteava seus lindos cabelos a margem de um rio e de pronto agrado, foi declarar sua grande admiração para com Oxum.
Foi-se a tal ponto que Xangô, viu-se completamente apaixonado por aquela linda mulher, e perguntou se não gostaria de morar em sua companhia em seu lindo castelo na cidade de Oyó. Oxum rejeitou o convite, pois lhe fazia muito bem a companhia de Exú.
Xangô então irritado e contrariado, seqüestrou Oxum e levou-a em sua companhia, aprisionando-a na masmorra de seu castelo. Exú, logo de imediato sentiu a falta de sua companheira e saiu a procurar, por todas as regiões, pelos quatro cantos do mundo sua doce pupila de anos de convivência.
Chegando nas terras de Xangô, Exú foi surpreendido por um canto triste e melancólico que vinha da direção do palácio do Rei de Oyó, da mais alta torre. Lá estava Oxum, triste e a chorar por sua prisão e permanência na cidade do Rei.
Exú, esperto e matreiro, procurou a ajuda de Òrùnmílá, que de pronto agrado lhe cedeu uma poção de transformação para Oxum desvencilhar-se dos domínios de Xangô. Exú, através da magia pode fazer chegar as mãos de sua companheira a tal poção. Oxum tomou de um só gole a poção mágica e transformou-se em uma linda pomba dourada, que voou e pode então retornar em companhia de Exú para sua morada.

Oxum é destemida diante das dificuldades enfrentadas pelos seus. Ela usa sua sensualidade para salvar sua comunidade da morte. Dança com seus lenços e o mel, seduzindo Ogum até que ele volte a produzir os instrumentos para a agricultura.

Assim a cidade fica livre da fome e miséria. Oxum enfrenta o perigo quando Olodumare, Deus supremo, ofendido pela rebeldia dos orixás, prende a chuva no orum (Céu), deixando que a seca e a fome se abatam sobre o aiê (a Terra). Transformada em pavão, Oxum voa até o deus maior, para suplicar ajuda
Trecho extraído e adaptado de:

PRANDI, Reginaldo - Mitologia de Orixás,
Mitos afro-americanos reunidos e recontados,
São Paulo, 1997 (mimeo).

sábado, 5 de dezembro de 2009

UMBANDA.

DENTRO DA INSPIRAÇÃO DE IANSÃN TRAGO A TODOS UM CONCEITO SOBRE MINHA UMBANDA...


A Umbanda difere do candomblé em tudo, pois nela tem várias entidades que ajudam e auxiliam com consultas e conselhos. As giras para preto-velho são permitidas e alguns terreiros mesclam o espiritismo (chamado por alguns de "religião de mesa branca") com a Umbanda.não temos uma “Bíblia Umbandista”, todos os livros sagrados da humanidade são nossos, para extrairmos o que eles tiverem de melhor, temos a liberdade de estudar a Bíblia Cristã, o Tora (Judeu), O Alcorão (Muçulmano), O Tao Te Ching (Chinês), O Zend Avesta (Persa), Os Vedas (Hindu) e tantos outros.
Não temos 10 mandamentos Católicos, mas nos basta apenas um mandamento: “Amar ao próximo como a si mesmo e Deus acima de todas as coisas”
Não temos sete pecados capitais (gula, avareza, inveja, ira, luxuria, orgulho e preguiça) porque não acreditamos em pecado, mas cremos em vícios e virtudes, nos sete sentidos da vida (Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução e Geração) dentro de nosso livre_arbítrio, onde o que se volta para o ego torna-se vicio.
Não temos dogma nem tabu, pois na Umbanda ninguém é obrigado a aceitar nada, mas o conhecimento vai sendo absorvido naturalmente e da mesma forma a própria religião evolui e se adapta.
Não é uma seita religiosa, é religião, portanto tem seus fundamentos próprios que devem ser esclarecidos. O conceito de seita é muito antigo e vem da época em que haviam religiões oficiais, onde aqueles que se opunham de alguma forma àquela liturgia, formando grupos dissidentes, eram chamados de seitas e portanto considerados “hereges”, à margem da sociedade...
...Podemos e devemos absorver o conhecimento de outras religiões, ampliando assim nosso universo espiritual. Na verdade temos a aprender com todos e todos têm a aprender conosco, quando a única religião for o Amor, o que existirão serão práticas diferentes deste Amor, Umbanda é a nossa prática do Amor...
...Cada um ou cada grupo umbandista realiza seus trabalhos, sessões, segundo seu ponto de vista, sem deixar de ser umbanda. Cada casa, templo ou tenda é diferente um do outro e todos são centros ou “igrejas de umbanda”. O que há em comum é a essência e não a forma!




IANSÃN, A DEUSA DOS VENTOS


neste dia 04 de dezembro fora comemorado em diversos terreiros o dia de IANSÃN ela que é a:
Senhora da Tarde, Dona dos Espíritos. Senhora dos Raios e das Tempestades. Oyá, mais conhecida no Brasil como Yansã, foi uma princesa real na cidade de Irá, na Nigéria em 1450a.C.. Sobrinha-neta do rei Elempe e neta de Torossi(mãe de Xangô), conquistou com valentia, coragem e dedicação seu caminho para o trono de Oyó. Conhecedora de todos os meandros da magia encantada, nunca se deixou abater por guerras, problemas e disputas.

Foi mulher de seu primo Xangô e ajudou-o a conquistar vários reinos anexados ao Império Yorubano. Porém, abandonou-o em defesa de sua cidade natal, disposta a enfrentá-lo.
Oyá é a menina dos olhos de Oxalá, seu protetor, e a única divindade que entra no Ibalé dos Eguns(mortos). Na Bahia é sincretizada com Santa Bárbara.
Divindade ctoniana, Iansã tem ligações com o mundo subterrâneo, onde habitam os mortos, sendo o único orixá capaz de enfrentar os eguns. Entre as dezessete individuações da multifária Iansã, uma delas é como Deusa dos Cemitérios.
Além do contato com os mortos, Iansã também favorece a fecundidade, atributo inerente aos deuses ctonianos. Deusa das tempestades, contribui para a fertilidade do solo. Divindade eólica, sopram os ventos que afastam as nuvens, para a passagem dos raios desferidos por Xangô. E é o raio que abre os reservatórios do céu, para fazer cair a chuva, relação comum em todas as mitologias.

Nossa amada mãe Iansã possui vinte e uma Iansãs intermediárias, que são assim distribuídas:
Sete atuam junto aos pólos magnéticos irradiantes e auxiliam os orixás regentes dos pólos positivos, onde entram como aplicadoras da Lei segundo os princípios da Justiça Divina, recorrendo aos aspectos positivos da Orixá planetária Iansã.
Sete atuam junto aos pólos magnéticos absorventes e auxiliam os orixás regentes dos pólos negativos, onde entram como aplicadoras da Lei segundo seus princípios, recorrendo aos aspectos negativos da orixá planetária Iansã.
Sete atuam nas faixas neutras das dimensões planetárias, onde, regidas pelos princípios da Lei, ou direcionam os seres para as faixas vibratórias positivas ou os direcionam para as faixas negativas.
Enfim, são vinte e uma orixás lansãs intermediárias aplicadoras da Lei nas Sete Linhas de Umbanda.

Como seus campos preferenciais de atuação são os religiosos, não é de se estranhar que nossa amada mãe Iansã intermediária para a linha da Fé nos campos do Tempo seja confundida com a própria OYá, já que é ela quem envia ao tempo os eguns fora-da-Lei no campo da religiosidade.
Iansã do Tempo, não tenham dúvidas, tem um vasto campo de ação e colhe os espíritos desvirtuados nas coisas da Fé, enviando-os ao Tempo onde serão esgotados. Mas, não tenham dúvidas, antes ela tenta reequilibrá-los e redirecioná-los, só optando por enviá-los a um campo onde o magnetismo os esvazia quando vê que um esgotamento total em todos os sete sentidos é necessário. E isto o Tempo faz muito bem!

Já Iansã Bale, do Bale, ou das Almas, é outra intermediária de nossa mãe maior lansã que é muito solicitada e muito conhecida, porque atua preferencialmente sobre os espíritos que desvirtuam os princípios da Lei que dão sustentação à vida e, como vida é geração e Omulu atua no pólo negativo da linha da Geração, então ela envia aos domínios de Tatá Omulu todos os espíritos que atentaram contra a vida de seus semelhantes ao desvirtuarem os princípios da Lei e da Justiça Divina.
Logo, seu campo escuro localiza-se nos domínios do orixá Omulu, que rege sobre o lado de "baixo" do campo santo.
Mas também são muito conhecidas as lansãs intermediárias Sete Pedreiras, dos Raios, do Mar, das Cachoeiras e dos Ventos (Iansã pura). As outras assumem os nomes dos elementos que lhes chegam através das irradiações inclinadas dos outros orixás, quando surgem as Iansãs irradiantes e multicoloridas. Temos:

1 Iansã do Ar.
1 Iansã Cristalina.
1 Iansã Mineral.
1 Iansã Vegetal.
1 Iansã Ígnea.
1 Iansã Telúrica.
1 Iansã Aquática.




FONTE DE ESQUISA:http://www.rosanevolpatto.trd.br/deusaiansa.htm

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

invasão a centro espírita em Nova Iguaçu

RIO - Um centro de Umbanda foi invadido na madrugada da última terça-feira, na Rua Capitão Chaves, em Nova Iguaçu. Pessoas pularam o muro da casa e quebraram diversas imagens que estavam no terreiro. Também foram encontradas marcas de uma possível tentativa de arrombamento da porta que dá acesso à parte interna da instituição, que existe há dois anos e tem cerca de 50 frequentadores. O caso foi registrado na 52ª DP, em Nova Iguaçu.

fonte de pesquisa: http://extra.globo.com/reporter/materia.asp?Id=9526

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Professora umbandista diz que foi proibida de dar aulas em unidade de Macaé, dirigida por diretora evangélica

Rio - As aulas de Literatura Brasileira sobre o livro ‘Lendas de Exu’, de Adilson Martins, se transformaram em batalha religiosa, travada dentro de uma escola pública. A professora Maria Cristina Marques, 48 anos, conta que foi proibida de dar aulas após usar a obra, recomendada pelo Ministério da Educação (MEC). Ela entrou com notícia-crime no Ministério Público, por se sentir vítima de intolerância religiosa. Maria é umbandista e a diretora da escola, evangélica.


A polêmica arde na Escola Municipal Pedro Adami, em Macaé, a 192 km do Rio, onde Maria Cristina dá aulas de Literatura Brasileira e Redação. A Secretaria de Educação de lá abriu sindicância e, como não houve acordo entre as partes, encaminhou o caso à Procuradoria-Geral de Macaé, que tem até sexta-feira para emitir parecer. Em nota, a secretaria informou que “a professora envolvida está em seu ambiente de trabalho,lecionando junto aos alunos de sua instituição”.

A professora confirmou ontem que voltou a lecionar. “Voltei, mas fui proibida até por mães de alunos, que são evangélicas, de dar aula sobre a África. Algumas disseram que estava usando a religião para fazer magia negra e comercializar os órgãos das crianças. Me acusaram de fazer apologia do diabo!”, contou Maria Cristina.
Sacerdotisa de Umbanda, a professora se disse vítima de perseguição: “Há sete anos trabalho na escola e nunca passei por tanta humilhação. Até um provérbio bíblico foi colocado na sala de professores, me acusando de mentirosa”.
 Negro, pós-graduado em ensino da História e Cultura Africana e Afro-Brasileira, o diretor-adjunto Sebastião Carlos Menezes aguardará a conclusão da procuradoria para opinar. “Só posso lhe adiantar que a verdade vai prevalecer”, comentou. Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Sebastião contou que a diretora Mery Lice da Silva Oliveira é evangélica da Igreja Batista.

terça-feira, 14 de abril de 2009


Um pouco dos orixás
IANSÃ É a divindade dos ventos e das tempestades. É a terceira esposa de Xangô. Guerreira e Valente. Suas cores são o vermelho eo branco. Ora se apresenta com uma velha ora como uma jovem. Sua festa é dia 4 de dezembro. Seu dia é sexta feira. Corresponde a Santa Bárbara
NÃNÃ É a deusa da lama e do fundo dos rios. Associada à fertilidade, á doença e a morte, é a orixá mais velho de todas e por isso muito respeitada. Sua atitude costuma ser severa, mas é determinada naquilo que se propõe a fazer. Também costuma agir com rigor na hora de tomar decisões. Mas este orixá oferece segurança e jamais aceita uma traição.
OBALUAÊ Orixá que impõe respeito ou até medo, é o responsável pelas epidemias, segundo os mitos, como uma forma de castigos coletivos, é o médico dos pobres. Obaluaê ou Omulú mostra-se sombrio e terrível e, se não for cultuado corretamente pode se enfurecer, e enviar violentas moléstias.
OGUM Deus da guerra e da luta . Seu simbolo é a espada de ferro . Sua cor é o azul escuro Come bode e galo . Seu dia é Terça-feira . Corresponde a Santo Antonio na Bahia. É protetor dos militares e combatentes em geral.Depois de exu, Ogum é o orixá que este mais próximo dos homens. Um dos deuses do panteão africano mais cultuado no Brasil é geralmente invocado aqui como entidade de guerra. Na África, porém, acha-se também ligado ao ferro, a agricultura e a caça. Como guerreiro e ferreiro mostra-se violento, temperamental, capaz tanto da cólera mais terrível como da vida simples, não faz nenhuma questão do luxo e da comodidade.
OXALÁ É o pai de todos os orixás, o mais importante de todos. Seu dia da semana é sexta-feira. Corresponde ao Nosso Senhor do Bonfim! Pode ser representado de duas formas Oxaguiã (oxalá novo) e oxalufã (oxalá velho). O estereótipo a ele associado é o pai sábio e austero, que tem sob suas mãos todas as decisões sobre a vida dos que o cercam, ao mesmo tempo em que autoritário, é também sensível e compreensivo, pois sua força não se mostra usualmente através da violência, e sim pela capacidade de provar que esta certo através da argumentação! Destaca-se por sua inteligência e por seu forte poder de auxiliar as pessoas quando necessitam de algo. OXÓSSI Segundo as lendas Oxossi era filho de Yemanjá e Oxalá, estando fundamentalmente ligado à caça e aos animais selvagens. Com o irmão Ogum tinha em comum o gosto pela vida ao ar livre , o culto ao próprio individualismo e a determinação para qualquer combate , porém enquanto Ogum se sentia livre , enquanto trilhava as estradas em busca de novos reinos para conquistar . Oxossi preferia lutar sozinho contra as feras da floresta, providenciando alimento para a tribo
OXUM Oxum é a mãe da água doce ao orixá feminino que atua sobre o baixo ventre do corpo humano, miticamente, está associada á figura de uma mulher coquete e sensual, (porém mais moderada que Iansã). Apreciadora dos prazeres e de tudo que é belo e caro. É também, a senhora do ouro , seu estereótipo , é o das mulheres que querem subir na vida e , ao mesmo tempo , serem felizes em suas conquistas. Para elas, o conforto, o bom gosto e um toque aristocrático em tudo são essenciais. Suas qualidades são comparadas aos rios calmos (seu elemento), doces e tranqüilos na superfície, desconhecidos e potencialmente cheios de armadilhas no fundo.
XANGÔ É o deus das trovoadas, raios, chuvas e tempestades. O cágado e o caruru são suas comidas preferidas. Corresponde a São Jerônimo e São Pedro. É uma figura sólida, tanto por esse papel ( justiça) , tanto pelo elemento a ele associado : a pedra . Esta é a imagem a ele associada, onde também se destacam certa vaidade e elegância e uma grande força magnética dos que se sente que tem poder sobre os outros e geralmente alcançam o que querem. Deus do fogo, diz a tradição que foi rei de oyó , cidade da Nigéria . É viril, violento e justiceiro.
YEMANJÁ Também conhecida como: Rainha do Mar, Princesa de Aiocá, Inaê, Janaina, Oloxum, é a Senhora das águas salgadas. No sincretismo corresponde a Nossa Senhora da Conceição. É a esposa de Oxalá, mãe de todos os orixás, sua festa é dia 2 de fevereiro. Suas cores são o azul e o branco. Seu dia é Sábado, Gosta de comer cabra e milho branco. Por ser considerada a mãe de todos os orixás está sempre procurando dar ajuda aqueles que necessitam. Sensível e sensual é capaz de compreender o mal que aflinge o coração das pessoas, dando-lhes o conforto que necessitam. Algumas lendas contam que Yemanjá gerou pelo o menos 15 orixás.

sexta-feira, 6 de março de 2009

UMBANDA-OPINIÃO

DIRETAMENTE PARA OS QUE NÃO ENTENDEM E JULGAM!!! Os Orixás não são Deuses como muitas pessoas podem conceber como em outras religiões, mas sim Divindades criadas por um único Deus: Olorun (dentro da corrente Nagô) ou Zamby (dentro da corrente Bantu e das correntes sincréticas). Na UMBANDA (de uma maneira geral, pois existem variações referentes às diversas ramificações existentes), os Orixás são cultuados como divindades de um plano astral superior, ARUANDA, que na Terra representam às forças da natureza (muitas vezes confundindo-se a força da natureza com o próprio Orixá):